Não existe muito para falar sobre este filme. Na verdade, se William Gibson estivesse morto, poderia ter rebolado imenso na sua campa.
Num futuro distante e apocaliptico, onde as grandes companhias são rainhas, uma misteriosa doença ameaça a raça humana.
Um grupo secreto consegue arquitectar uma cura e contacta Johnny (Keanu Reaves) para a encaminhar, armazenada na sua cabeça, à maior companhia farmaceutica. Porém, devido à sobrecarga de informação - os fanáticos informáticos que viram o filme nesta altura do campeonato devem ter esboçado um sorriso ao ouvir falar em centenas de gigabytes, quando já se fala em terabytes -, Johnny tem apenas 24 horas para atingir o seu objectivo, ou a sua cabeça rebentará.
O filme, desde o primeiro minuto, é um verdadeiro desastre. O argumento está cheio de clichês de acção patéticos e é possível prever muito do que se seguirá. Aliás, o filme em si é tão patético, tão superficial, tão foleiro, que muitos revirarão os olhos pensando "poderia estar a evoluir a minha personagem em FFXI/WOW/qualquer jogo online, em vez de estar a despediçar o meu tempo com isto!"
Vejamos: Ambiente apocaliptico (esta gente futurista não sabe ser optimista!), com doença misteriosa a aniquilar a população menos favorecida. Um fanático religioso armado em Jesus Cristo no meio, para atrapalhar. Umas artes marciais wannabe com japoneses à mistura. E tudo isto com um Keanu Reaves que bem precisava de umas aulas extra de representação, e umas piscadelas de olho visuais para fazer o filme parecer "fixe".
A única coisa que este filme tem de bom é a presença de Takashi Kitano.
Concluindo: se num belo dia estarem numa Fnac e tiverem nas vossas mãos o DVD e o livro, façam um favor a vocês mesmos (e à vossa carteira) e levem o livro.
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