Monday, September 24, 2007

Sobre Johnny Mnemonic

Não existe muito para falar sobre este filme. Na verdade, se William Gibson estivesse morto, poderia ter rebolado imenso na sua campa.

Num futuro distante e apocaliptico, onde as grandes companhias são rainhas, uma misteriosa doença ameaça a raça humana.
Um grupo secreto consegue arquitectar uma cura e contacta Johnny (Keanu Reaves) para a encaminhar, armazenada na sua cabeça, à maior companhia farmaceutica. Porém, devido à sobrecarga de informação - os fanáticos informáticos que viram o filme nesta altura do campeonato devem ter esboçado um sorriso ao ouvir falar em centenas de gigabytes, quando já se fala em terabytes -, Johnny tem apenas 24 horas para atingir o seu objectivo, ou a sua cabeça rebentará.

O filme, desde o primeiro minuto, é um verdadeiro desastre. O argumento está cheio de clichês de acção patéticos e é possível prever muito do que se seguirá. Aliás, o filme em si é tão patético, tão superficial, tão foleiro, que muitos revirarão os olhos pensando "poderia estar a evoluir a minha personagem em FFXI/WOW/qualquer jogo online, em vez de estar a despediçar o meu tempo com isto!"

Vejamos: Ambiente apocaliptico (esta gente futurista não sabe ser optimista!), com doença misteriosa a aniquilar a população menos favorecida. Um fanático religioso armado em Jesus Cristo no meio, para atrapalhar. Umas artes marciais wannabe com japoneses à mistura. E tudo isto com um Keanu Reaves que bem precisava de umas aulas extra de representação, e umas piscadelas de olho visuais para fazer o filme parecer "fixe".

A única coisa que este filme tem de bom é a presença de Takashi Kitano.

Concluindo: se num belo dia estarem numa Fnac e tiverem nas vossas mãos o DVD e o livro, façam um favor a vocês mesmos (e à vossa carteira) e levem o livro.

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