Monday, April 30, 2007

Sobre "The Trial of Tony Blair"

A edição do Indie Lisboa terminou neste último fim de semana, sendo o filme de encerramento o documentário fictício Death of a President, que retrata o assassinato de George W. Bush num futuro muito próximo. Numa altura em que a maioria da população internacional - incluindo a minha pessoa - é contra a guerra no Iraque, considero esta nova perspectiva muito interessante - atenção que ainda não visualizei o filme, algo que farei possivelmente durante esta semana.

Death of a President passou no Indie no Sábado passado, no cinema S. Jorge. Curiosamente, na noite de Domingo, a RTP1 emitiu The Trial of Tony Blair - (como resposta?).
Ao contrário do documentário fictício atrás mencionado, The Trial of Tony Blair é uma dramatização - aliás, muito recente: se consultarem o URL verão que este filme televisivo data de Janeiro de 2007 - onde a acção se passa num futuro mais longínquo: o ano de 2010.

Em 2010, Tony Blair - interpretado por um actor cuja aparência não tem nada a ver com a aparência do actual Primeiro Ministro (escolha do realizador?) - prepara-se para sair do poder e encontrar uma casa pacata onde passar o resto do seu tempo. Entretanto, trabalha na sua biografia e na sua conversão para a Igreja Católica Apostólica Romana. George W. Bush regressou aos seus vícios e é Hillary Clinton quem ocupa a presidência americana. Um tribunal internacional está prestes a ser criado, que deciderá se a guerra é ilegal ou não, e Blair teme a sua queda.

O interessante neste filme televisivo é a maneira como este fictício Tony Blair é retratado: um homem a atingir a meia-idade, atormentado pelas decisões no passado, que se tenta convencer de que "fez o que achava ser o melhor". Vemos, portanto, este sentimento de culpa a apoderar um sujeito, fazendo-o ter visões e alucinações.
Chegamos ao ponto que nos questionarmos como será verdadeiramente o coração destes "senhores de guerra" que vemos todos os dias na televisão.
Mas acreditar que eles ainda preservam algo humano dentro deles é algo difícil para nós, meros espectadores.

2 comments:

Luis said...

Não me espanta a propensão pra eventuais arrependimentos e propensões pra racionalizar decisões passadas - a todos nós mais tarde ou mais cedo chega a vez de passar por algo parecido. Já o motivo porque tentaram chegar a tais cargos, e eventuais decisões não impulsionadas por factores externos, isso sim já é algo que merece alguma análise...

Bliar a converter-se à Igreja Católica Apostólica Romana?.. onde raios se foram basear pra isso?....

Anonymous said...

Todos nós somos responsáveis pelas nossas decisões e devemos acarretar as consequências como tal.