Não existe muito para falar sobre este filme. Na verdade, se William Gibson estivesse morto, poderia ter rebolado imenso na sua campa.
Num futuro distante e apocaliptico, onde as grandes companhias são rainhas, uma misteriosa doença ameaça a raça humana.
Um grupo secreto consegue arquitectar uma cura e contacta Johnny (Keanu Reaves) para a encaminhar, armazenada na sua cabeça, à maior companhia farmaceutica. Porém, devido à sobrecarga de informação - os fanáticos informáticos que viram o filme nesta altura do campeonato devem ter esboçado um sorriso ao ouvir falar em centenas de gigabytes, quando já se fala em terabytes -, Johnny tem apenas 24 horas para atingir o seu objectivo, ou a sua cabeça rebentará.
O filme, desde o primeiro minuto, é um verdadeiro desastre. O argumento está cheio de clichês de acção patéticos e é possível prever muito do que se seguirá. Aliás, o filme em si é tão patético, tão superficial, tão foleiro, que muitos revirarão os olhos pensando "poderia estar a evoluir a minha personagem em FFXI/WOW/qualquer jogo online, em vez de estar a despediçar o meu tempo com isto!"
Vejamos: Ambiente apocaliptico (esta gente futurista não sabe ser optimista!), com doença misteriosa a aniquilar a população menos favorecida. Um fanático religioso armado em Jesus Cristo no meio, para atrapalhar. Umas artes marciais wannabe com japoneses à mistura. E tudo isto com um Keanu Reaves que bem precisava de umas aulas extra de representação, e umas piscadelas de olho visuais para fazer o filme parecer "fixe".
A única coisa que este filme tem de bom é a presença de Takashi Kitano.
Concluindo: se num belo dia estarem numa Fnac e tiverem nas vossas mãos o DVD e o livro, façam um favor a vocês mesmos (e à vossa carteira) e levem o livro.
Monday, September 24, 2007
Monday, April 30, 2007
Sobre "The Trial of Tony Blair"
A edição do Indie Lisboa terminou neste último fim de semana, sendo o filme de encerramento o documentário fictício Death of a President, que retrata o assassinato de George W. Bush num futuro muito próximo. Numa altura em que a maioria da população internacional - incluindo a minha pessoa - é contra a guerra no Iraque, considero esta nova perspectiva muito interessante - atenção que ainda não visualizei o filme, algo que farei possivelmente durante esta semana.
Death of a President passou no Indie no Sábado passado, no cinema S. Jorge. Curiosamente, na noite de Domingo, a RTP1 emitiu The Trial of Tony Blair - (como resposta?).
Ao contrário do documentário fictício atrás mencionado, The Trial of Tony Blair é uma dramatização - aliás, muito recente: se consultarem o URL verão que este filme televisivo data de Janeiro de 2007 - onde a acção se passa num futuro mais longínquo: o ano de 2010.
Em 2010, Tony Blair - interpretado por um actor cuja aparência não tem nada a ver com a aparência do actual Primeiro Ministro (escolha do realizador?) - prepara-se para sair do poder e encontrar uma casa pacata onde passar o resto do seu tempo. Entretanto, trabalha na sua biografia e na sua conversão para a Igreja Católica Apostólica Romana. George W. Bush regressou aos seus vícios e é Hillary Clinton quem ocupa a presidência americana. Um tribunal internacional está prestes a ser criado, que deciderá se a guerra é ilegal ou não, e Blair teme a sua queda.
O interessante neste filme televisivo é a maneira como este fictício Tony Blair é retratado: um homem a atingir a meia-idade, atormentado pelas decisões no passado, que se tenta convencer de que "fez o que achava ser o melhor". Vemos, portanto, este sentimento de culpa a apoderar um sujeito, fazendo-o ter visões e alucinações.
Chegamos ao ponto que nos questionarmos como será verdadeiramente o coração destes "senhores de guerra" que vemos todos os dias na televisão.
Mas acreditar que eles ainda preservam algo humano dentro deles é algo difícil para nós, meros espectadores.
Death of a President passou no Indie no Sábado passado, no cinema S. Jorge. Curiosamente, na noite de Domingo, a RTP1 emitiu The Trial of Tony Blair - (como resposta?).
Ao contrário do documentário fictício atrás mencionado, The Trial of Tony Blair é uma dramatização - aliás, muito recente: se consultarem o URL verão que este filme televisivo data de Janeiro de 2007 - onde a acção se passa num futuro mais longínquo: o ano de 2010.
Em 2010, Tony Blair - interpretado por um actor cuja aparência não tem nada a ver com a aparência do actual Primeiro Ministro (escolha do realizador?) - prepara-se para sair do poder e encontrar uma casa pacata onde passar o resto do seu tempo. Entretanto, trabalha na sua biografia e na sua conversão para a Igreja Católica Apostólica Romana. George W. Bush regressou aos seus vícios e é Hillary Clinton quem ocupa a presidência americana. Um tribunal internacional está prestes a ser criado, que deciderá se a guerra é ilegal ou não, e Blair teme a sua queda.
O interessante neste filme televisivo é a maneira como este fictício Tony Blair é retratado: um homem a atingir a meia-idade, atormentado pelas decisões no passado, que se tenta convencer de que "fez o que achava ser o melhor". Vemos, portanto, este sentimento de culpa a apoderar um sujeito, fazendo-o ter visões e alucinações.
Chegamos ao ponto que nos questionarmos como será verdadeiramente o coração destes "senhores de guerra" que vemos todos os dias na televisão.
Mas acreditar que eles ainda preservam algo humano dentro deles é algo difícil para nós, meros espectadores.
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